Arquivo de Coleção Pátria Grande - Insular https://novo.insular.com.br/categoria-produto/colecao-patria-grande/ Editora Insular Wed, 11 Feb 2026 17:12:26 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 O caminho da revolução brasileira https://novo.insular.com.br/produto/o-caminho-da-revolucao-brasileira/ https://novo.insular.com.br/produto/o-caminho-da-revolucao-brasileira/#respond Tue, 03 Feb 2026 22:28:14 +0000 https://novo.insular.com.br/produto/o-caminho-da-revolucao-brasileira/ Autor: Moniz Bandeira ISBN: 978-85-524-0181-0 Páginas: 188 Peso: 240g Ano: 2021 O livro que o leitor tem em mãos veio a público pela primeira vez em novembro de 1962, momento em que o governo reformista de João Goulart articulava projetos de limitação de remessa de lucros para o exterior, amparado por uma força de massa […]

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Autor: Moniz Bandeira

ISBN: 978-85-524-0181-0

Páginas: 188

Peso: 240g

Ano: 2021

O livro que o leitor tem em mãos veio a público pela primeira vez em novembro de 1962, momento em que o governo reformista de João Goulart articulava projetos de limitação de remessa de lucros para o exterior, amparado por uma força de massa que vinha de movimentos grevistas operários, camponeses e estudantis. Tempos importantes, tempos candentes. Seu autor, Antonio Alberto de Moniz Bandeira (1935-2017), baiano de Salvador, captou a essência das lutas sociais no Brasil naquele momento efervescente e procurou indicar O caminho da revolução brasileira.
E por que republicá-lo justo agora? Esgotado em todas as suas edições, trazer novamente  este livro à escassa luz editorial do país, quase 60 anos depois, significa um resgate fundamental do nacionalismo revolucionário, especialmente para demonstrar às gerações contemporâneas a atualidade do caráter da revolução brasileira: a transição socialista direta que não tergiversa com defesas inócuas de uma democracia descaracterizada de sua radicalidade de classe, oportunisticamente chamada de democracia “como valor universal”.
Ora, em tempos de defesa de frentes democráticas tão amplas quanto falsamente eficazes na luta contra as classes dominantes que realmente dirigem este país, recuperar um autor e seu livro, pode significar um instrumento mais que valoroso na luta ideológica lancinante que Engels tanto insistiu em caracterizar como “um momento essencial da luta de classes”.
O nacionalismo revolucionário é quase um desconhecido no Brasil, equivocadamente desprezado pela esquerda em geral e até mesmo por setores da esquerda revolucionária, uns e outros demonstrando recalcitrante dificuldade em enxergar a relação dialética entre a dimensão nacional da luta de classes e a dimensão internacional, e necessária, da revolução proletária.
Liquidar a sociedade dividida em classes é o objetivo do autor baiano. Ele ataca neste livro a “acomodação reformista”, mostrando que os movimentos de emancipação nacional deviam coincidir com a revolução operária e camponesa. Diante disso, o que dizer hoje de um país que permanece sob a lógica de um capitalismo subdesenvolvido e dependente? Acaso superamos a superexploração da força de trabalho no país?
O oásis destas páginas nos traz, no mínimo, forte inspiração para jamais desistir de propor as rupturas político e econômicas que este momento do país e do mundo exige. Claro está que trará muito mais que inspiração, dado que indica caminhos concretos e historicamente alcançáveis.
Como é raro em publicações contemporâneas autores que valorizem a vanguarda operária e a devida defesa de sua independência de classe, em movimentos estratégicos e táticos, este livro é leitura obrigatória para aqueles que procuram por uma alternativa concreta de ruptura com o sistema político e econômico vigente: o capitalismo e sua lógica de acumulação.
Ademais de atual, o livro traz o pulso histórico da situação de outras revoluções em construção na América Latina e outras regiões do mundo naquele momento. Mas isso é um aspecto que deixo aqui apenas indicado para aguçar ainda mais a curiosidade do leitor na mais que oportuna reedição desta obra. Parabéns a todos que se empenharam na difícil recuperação de um texto que volta a trazer solo fértil para a atuação da esquerda hoje, aquela que constrói o caminho da Revolução Brasileira. Angélica Lovatto – Professora de Ciência Política, UNESP-Marília

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Política britânica no Rio da Prata https://novo.insular.com.br/produto/politica-britanica-no-rio-da-prata/ https://novo.insular.com.br/produto/politica-britanica-no-rio-da-prata/#respond Mon, 02 Feb 2026 01:50:27 +0000 https://novo.insular.com.br/produto/politica-britanica-no-rio-da-prata/ Coleção Pátria Grande Volume 4 Biblioteca do pensamento crítico latino-americano Autor: Raul Scalabrini Ortiz Tradução: Renato Tapado ISBN: 978-85-7474-790-3 Páginas: 368 Peso: 525g Ano: 2014 Capa: Tadeu Meyer O livro Política britânica no Rio da Prata é um clássico argentino que agora aparece por vez primeira em português. É também o principal livro de Raul […]

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Coleção Pátria Grande Volume 4

Biblioteca do pensamento crítico latino-americano

Autor: Raul Scalabrini Ortiz
Tradução: Renato Tapado

ISBN: 978-85-7474-790-3
Páginas: 368
Peso: 525g
Ano: 2014
Capa: Tadeu Meyer

O livro Política britânica no Rio da Prata é um clássico argentino que agora aparece por vez primeira em português. É também o principal livro de Raul Scalabrini Ortiz – o primeiro dele publicado em nosso país – um engenheiro de formação que decidiu dedicar-se aos assuntos de sua pátria num momento crucial da vida argentina: o amplo domínio que os britânicos exerceram sobre a vida econômica, política e cultural da nação vizinha. Em perspectiva podemos afirmar que nada poderia ter sido feito na Argentina sem a aguda perspectiva analítica inaugurada por este luminoso livro. A esquerda nacional argentina deve à ele quase tudo. Nada passou sem sua aguda percepção: a miséria do liberalismo em nossas terras, a incapacidade da classe dominante argentina em encabeçar uma grande transformação nacional, a cumplicidade da imprensa de seu país com os interesses do imperialismo, os movimentos da diplomacia britânica no terreno econômico, cultural, político e seu profundo impacto na opinião pública de nossos países, entre outros temas relevantes. A consciência anti-imperialista ganhou força a partir de seus estudos e desde então muitos outros adotaram o saudável e potente hábito intelectual de dedicar-se aos nossos problemas como caminho seguro – e único – de produção intelectual e relação com o vasto mundo em que vivemos.

Política britânica no Rio da Prata é um destes livros proibidos pelo academicismo universitário, ambiente sempre aberto às modas necessariamente passageiras oriundas dos Estados Unidos e da Europa e completamente hermético aos estudos críticos escritos por latino-americanos, desde as entranhas de nossa Pátria Grande. Fazer-se escritor crítico e um homem de ação, no ambiente colonial então dominante, não é tarefa para qualquer pessoa. Jorge Luis Borges, num texto tão genial quanto convenientemente esquecido (pelo próprio autor inclusive), afirmou na década em que Raul enfrentou o neo-colonialismo britânico e seus muitos representantes acadêmicos, que a realidade argentina era vital, enquanto a realidade pensada era mendiga. Com Política britânica no Rio da Prata podemos afirmar que também a realidade pensada argentina deixou de ser mendiga. Para nossa sorte comum.

Raúl Scalabrini Ortiz (1898-1959) foi engenheiro de formação e destacado intelectual; é também um dos responsáveis pela força do pensamento crítico argentino posterior a 1930. Autor original e seminal em seu país, ele produziu o clássico Política Britânica no Rio da Prata e outros estudos decisivos para a consolidação da esquerda nacional no país vizinho, entre os quais Bases para a reconstrução nacional, O homem que esta só e espera e Yrigoyen y Perón. É um autor que voltou a circular com enorme força com o recente avanço das lutas populares e a consciência política na América Latina. Homem de formação erudita e europeia, cresce e rompe com o cenário de submissão econômica e vassalagem intelectual que caracterizou durante muito tempo nossos países, especialmente a Argentina. Justamente em meio à década infame, Scalabrini Ortiz aparece como intelectual de luz própria, produzindo uma obra e exibindo um comportamento intelectual que seguem sendo necessários para a segunda e definitiva emancipação de nosso continente.

A coleção Pátria Grande – Biblioteca do Pensamento Crítico Latino-Americano é uma iniciativa do Instituto de Estudos Latino-Americanos (IELA) da Universidade Federal de Santa Catarina e tem como objetivo divulgar autores e obras clássicas das ciências sociais na América Latina que deram vida ao que entrou para a história como “pensamento crítico latino-americano”. As obras escolhidas para compor esta Biblioteca são inéditas ou foram divulgadas apenas marginalmente no Brasil.

 

 

 

 

 

 

 

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