Arquivo de Ciências Sociais - Insular https://novo.insular.com.br/categoria-produto/ciencias-sociais/ Editora Insular Wed, 11 Feb 2026 17:13:07 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 Sadopopulismo: De Putin a Bolsonaro – Ebook https://novo.insular.com.br/produto/sadopopulismo-de-putin-a-bolsonaro-ebook/ https://novo.insular.com.br/produto/sadopopulismo-de-putin-a-bolsonaro-ebook/#respond Tue, 03 Feb 2026 22:31:13 +0000 https://novo.insular.com.br/produto/sadopopulismo-de-putin-a-bolsonaro-ebook/ Série Novos Rumos V1 Autor: Fábio Lopes da Silva ISBN: 978-65-86428-01-8 Ano: 2020 “Ora, que diabos se passa no mundo, no Brasil? Este ensaio é uma tentativa de aplacar a perplexidade diante do que estamos experimentando. Meu horizonte mais ambicioso é, tanto quanto possível, compreender o que nos trouxe até aqui, com vistas a orientar […]

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Série Novos Rumos V1

Autor: Fábio Lopes da Silva

ISBN: 978-65-86428-01-8

Ano: 2020

“Ora, que diabos se passa no mundo, no Brasil?
Este ensaio é uma tentativa de aplacar a perplexidade diante do que estamos experimentando. Meu horizonte mais ambicioso é, tanto quanto possível, compreender o que nos trouxe até aqui, com vistas a orientar ações políticas consequentes, capazes de nos tirar do atoleiro em que nos encontramos.
(..)
Não falta quem agora sonhe com a volta à pasmaceira experimentada pelos progressistas no período petista. Não é meu caso. A travessia que nos cabe é perigosa e exigente, mas também instigante e ao menos potencialmente interessante. É, de qualquer maneira, em horas como esta que a vida intelectual tem que dizer a que veio.”

Para o historiador norte-americano Timothy Snyder, surge no mundo uma nova forma de fazer política, o sadopopulismo. Funciona assim: em vez de tentar solucionar problemas, o governante deliberadamente fomenta crises que geram dor, ansiedade e medo (daí a referência ao sadismo); criados esses sentimentos, ele os toma como recursos a serem explorados, procurando incansavelmente incentivar seus apoiadores a descarregar suas angústias em outras parcelas da população ou em estrangeiros. No fundo, o sadopopulista martela uma única e mesma mensagem a seus eleitores: ‘A vida é crise, um vale de lágrimas, e nada posso fazer para mudar isso. Mas resta o consolo de saber que outras pessoas sofrem mais do que vocês. Melhor ainda: eu os autorizo a fazê-las sofrer, a agredi-las, a odiá-las’.
Neste livro, Fábio Lopes da Silva retraça as origens do sadopopulismo e sua chegada ao Brasil, via Jair Bolsonaro. O autor mostra ainda os limites atuais do progressismo brasileiro em sua oposição ao sadopopulismo. Por fim, especula sobre o futuro do governo Bolsonaro e o que os progressistas podem fazer a respeito.
Fábio Lopes da Silva é doutor em Linguística pela Unicamp e, desde 1994, professor da Universidade Federal de Santa Catarina. Nos últimos anos, tem visitado regularmente a Universidade de Yale (EUA), onde trabalha em colaboração com o historiador americano Timothy Snyder. É autor dos livros O direito à fala (Insular, 2001) e A linguística que nos faz falhar (Parábola, 2009), além de um grande número de ensaios publicados em revistas científicas e suplementos culturais. Já foi diretor da Editora da UFSC e é roteirista de televisão, com mais de 120 episódios produzidos para programas como Brasil Visto de Cima e Mundo Museu.

 

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Teoria da Dependência: Balanço e Perspectivas – Reedição ampliada e atualizada – Ebook https://novo.insular.com.br/produto/teoria-da-dependencia-balanco-e-perspectivas-reedicao-ampliada-e-atualizada-2/ https://novo.insular.com.br/produto/teoria-da-dependencia-balanco-e-perspectivas-reedicao-ampliada-e-atualizada-2/#respond Tue, 03 Feb 2026 22:31:12 +0000 https://novo.insular.com.br/produto/teoria-da-dependencia-balanco-e-perspectivas-reedicao-ampliada-e-atualizada-2/ Obras Escolhidas Volume 1 Autor: Theotonio Dos Santos Traduções do espanhol: Marcelo Hipólito López e Maria de Fátima Jardim ISBN: 978-65-86428-19-3 Páginas: 232 il. Ano: 2020 Este livro abre a série das Obras Escolhidas de Theotonio dos Santos, que formulou e articulou com André Gunder Frank, Ruy Mauro Marini e Vânia Bambirra entre tantos outros […]

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Obras Escolhidas Volume 1

Autor: Theotonio Dos Santos
Traduções do espanhol: Marcelo Hipólito López e Maria de Fátima Jardim

ISBN: 978-65-86428-19-3
Páginas: 232 il.
Ano: 2020

Este livro abre a série das Obras Escolhidas de Theotonio dos Santos, que formulou e articulou com André Gunder Frank, Ruy Mauro Marini e Vânia Bambirra entre tantos outros que hoje continuam a dedicar-se à Teoria Marxista da Dependência, uma das maiores construções intelectuais da metade do século 20 no plano das ciências sociais, extremamente relevante para o processo político e social latino-americano. Tornou a análise da dependência um extraordinário recurso para compreender e prever a evolução das sociedades periféricas e as contradições do capitalismo na América Latina. Dependência, superexploração do trabalho, intercâmbio desigual são conceitos-chaves para a compreensão dos fenômenos fundamentais do mundo contemporâneo.
“Caro leitor, se você não conhecia bem esta temática tão bem ocultada pelos setores mais conservadores ou comprometidos da nossa intelectualidade, não pense que vai encontrar aqui um repousante recanto para sua vida teórica. Aqui só há desafios teóricos e históricos gigantescos sobre os quais necessitamos trabalhar incansavelmente. Você está entrando em águas agitadas…”, alerta o autor.

A emergência do pensamento crítico latino-americano representou decisiva superação do horizonte liberal nas ciências sociais. No entanto, a partir da grande onda conservadora que se impôs no inicio da década de oitenta nos países centrais, a periferia capitalista em geral, e a latino-americana em particular, sofreu importante regressão político-intelectual. A convergência entre aquele conservadorismo nos países centrais e o processo de redemocratização na América Latina produziu as democracias restringidas que até o momento sofremos.
No entanto, o regime político liberal dominante não poderá produzir jamais uma democracia para as amplas maiorias que produzem a riqueza em nossos países. A razão é simples: nos marcos do capitalismo dependente, submetidos à superexploração da força de trabalho, o apelo à cidadania e o respeito aos direitos sociais são de impossível realização. Os textos reunidos por Theotônio dos Santos neste livro constituem memória de uma época em que as ilusões liberais não resistiam ao embate da tradição crítica latino-americana. Em consequência preconizam que a democracia é incompatível com o capitalismo dependente da mesma forma que somente o socialismo poderá redimir as maiorias da miséria e da exploração a que estão submetidas nestes três séculos de colonialismo e outros dois de subdesenvolvimento e dependência.
Por outro lado, o labor intelectual do autor demonstra que à sociologia e à ciência política não estaria reservado tão somente o triste papel de justificar a dominação burguesa entre nós com as futilidades acadêmicas de costume. Ao contrário, a função da sociologia crítica e dos intelectuais independentes, tanto aqui na periferia quanto nos países centrais, consiste precisamente em não permitir que as conquistas teóricas mais importantes logradas pelas gerações anteriores não permaneçam esquecidas como se de fato não existissem. Aqui reside a atualidade dos textos escritos pelo autor há quase 30 anos. São textos que nos fazem recordar a vitalidade de uma tradição crítica de pensamento que retomou atualidade no momento em que a Pátria Grande despertou novamente para os temas inerentes à revolução social em curso em muitos países da América Latina e que somente poderá chegar a bom termo com a conquista do socialismo.

Nildo Ouriques

Theotonio dos Santos Júnior (Carangola, 11 de novembro de 1936) é um economista e cientista político brasileiro. Um dos formuladores da Teoria da Dependência. Hoje é um dos principais expoentes da Teoria do Sistema Mundo. Mestre em Ciência Política pela UnB e doutor “notório saber” pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Professor emérito da UFF. Presidente da Cátedra e Rede UNESCO-Universidade das Nações Unidas (UNU) de “Economia Global e Desenvolvimento Sustentável”-REGGEN.
Tem mais de cem livros publicados em quarenta países e dezessete línguas, principalmente em espanhol.

Prêmios e Títulos

▪ 2013 − Premio de Economista Marxiano de 2013 da Associação Mundial de Economia Política (WAPE), Xangai.

▪ 2011 − Doutor Honoris Causa, Universidad Nacional de Valparaíso, Chile.

▪ 2009 − Comenda da Ordem do Rio Branco, Ministério das Relações Exteriores-Brasil.

▪ 2009 − Doutor Honoris Causa, Universidad de Buenos Aires, Argentina.

▪ 2009 − Doutor Honoris Causa, Universidad Ricardo Palma, Peru.

▪ 2008 − Doutor Honoris Causa, Universidad Nacional Mayor de San Marcos, Perú.

▪ 2003 − Professor Emérito da Universidade Federal Fluminense.

▪ 1999 − Professor Emérito, Universidade Ricardo Palma, Lima, Peru.

▪ 1999 − Medalha Haya de la Torre, APRA, Peru.

▪ 1997 − Medalha Luis Carlos Pestes, Inverta, Brasil.

▪ 1996 − Medalha Bernardo O’Higgins, Chile.

Sobre esta reedição ampliada e atualizada

Este livro foi publicado originalmente no Brasil em 2000 pela Editora Civilização Brasileira. Em 2002 surgia uma edição em castelhano, no México e na Argentina (respectivamente pelas editoras Plaza y Janés e Sudamericana) e na China, editado numa homenagem da Unesco aos meus 60 anos, em dois volumes, aos quais a Academia de Ciências Sociais da China agregou, além deste, outro livro meu sobre Economia Mundial. Este livro insistia numa tese que já vínhamos defendendo em vários trabalhos: a retomada da teoria da dependência em escala mundial estava em marcha na medida em que avançava a crise da última investida ideológica do grande capital em escala mundial que se chamou de neoliberalismo.
Nestes últimos 14 anos, vem se constituindo uma corrente de pensamento sob o título de Teoria Marxista da Dependência (TMD) que vem ampliando sua base acadêmica em várias partes do mundo e vem sendo assumida também como referência teórica por importantes setores dos movimentos sociais, com especial ênfase no Movimento dos Sem Terra no Brasil (MST) que publicou recentemente um vídeo em homenagem a Ruy Mauro Marini, nosso colega fraternal cuja contribuição central a esta corrente de pensamento é incorporada amplamente neste livro.
Ao mesmo tempo, o enfoque do sistema mundial que tanto valorizamos, vem alcançando novas fases de desenvolvimento teórico altamente significativo e são muitas as instituições acadêmicas que se consideram integradas neste enfoque que ganhou um enorme campo de seguidores não só na história e na sociologia, como também na Geografia, na Ciência Política e na Economia (particularmente as correntes que retomaram o sentido histórico da Economia Política). Nunca devemos esquecer o papel articulador de Inmanuel Wallerstein, mas nos cabe lamentar a morte deste companheiro tão criativo que foi Giovanni Arrighi.
Também devemos ressaltar o interesse crescente sobre a obra de André Gunder Frank, com o qual discutimos amplamente o conteúdo deste livro. Por esta razão introduzimos numa quarta parte do livro as apreciações de André sobre a primeira edição do mesmo.
Quero lamentar aqui a falta de uma análise sobre a obra de companheiros fundamentais para o desenvolvimento da temática aqui apresentada e que estiveram presentes no momento da elaboração teórica na ebulição histórica que foi o encontro dos brasileiros com o processo chileno, mas que entregaram contribuições fundamentais como Aníbal Quijano, ainda em plena produção, e companheiros infelizmente já desaparecidos como Florestan Fernandes, Octávio Ianni e tantos outros, vivos ou mortos, que seria injusto deixar de nomear aqui, mas que re¬nuncio fazê-lo neste espaço limitado.
Chama a atenção o texto de André Gunder Frank que reproduzimos, no qual resgata os elementos comuns com um autor que se aproximou cada vez mais (ou vice-versa?) do campo teórico que a teoria da dependência desenvolveu. Trata-se de Celso Furtado, cuja obra está cada vez mais em estudo devido ao trabalho magnífico de Rosa de Aguiar Furtado na direção do Centro Internacional Celso Furtado. Não posso deixar de relembrar a Darcy Ribeiro, cuja personalidade polifacética tende às vezes a ocultar sua obra teórica tão fundamental e que tanto se aproximou de nosso trabalho.
Caro leitor, se você não conhecia bem esta temática tão bem ocultada pelos setores mais conservadores ou comprometidos da nossa intelectualidade, não pense que vai encontrar aqui um repousante recanto para sua vida teórica. Aqui só há desafios teóricos e históricos gigantescos sobre os quais necessitamos trabalhar incansavelmente. Você está entrando em águas agitadas…

Theotonio Dos Santos

 

Prólogo à primeira edição

Este livro reúne três artigos do autor que foram revistos para compor um panorama mais abrangente sobre a teoria da dependência, sua evolução e o amplo debate que suscitou.
A atualidade do tema se destaca particularmente na terceira parte do livro quando se discute a influência desta teoria e das polêmicas a ela associadas com a política econômica hoje executada pelo governo Fernando Henrique Cardoso, um dos autores originais da teoria.
Na medida em que eu, com Ruy Mauro Marini e Vânia Bambirra somos considerados uma das correntes mais radicais desta teoria, onde se inscreveram muitos outros cientistas sociais, entre os quais se deve destacar, sobretudo, a André Gunder Frank, cabia a mim retomar o fio da meada de uma polêmica que está profundamente associada à história dos povos colonizados e dependentes. A emancipação política de grande parte desses povos depois da Segunda Guerra Mundial não assegurou ainda sua plena realização histórica. Este livro é mais uma contribuição a esta luta que, como mostramos, passa profundamente pela luta ideológica, pela história das ideias e pela evolução das ciências sociais, convertidas em redutos acadêmicos similares ao pensamento escolástico medieval.

Theotonio Dos Santos
Niterói, Novembro de 1998

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Folclore: socialismo no povo https://novo.insular.com.br/produto/folclore-socialismo-no-povo/ https://novo.insular.com.br/produto/folclore-socialismo-no-povo/#respond Tue, 03 Feb 2026 22:30:49 +0000 https://novo.insular.com.br/produto/folclore-socialismo-no-povo/ Série Cadernos da Revolução Brasileira, v. 1 Autor: Gilberto Felisberto Vasconcellos ISBN: 978-65-88401-73-6 Páginas: 144 Peso: 115g Ano: 2021 Um livro impossível de ser concebido. Essa é a sua melhor qualidade – por querer amalgamar Karl Marx, a ciência da revolução proletária, com Luís da Câmara Cascudo, a ciência da tradição popular. Por ciência da […]

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Série Cadernos da Revolução Brasileira, v. 1

Autor: Gilberto Felisberto Vasconcellos

ISBN: 978-65-88401-73-6

Páginas: 144

Peso: 115g

Ano: 2021

Um livro impossível de ser concebido. Essa é a sua melhor qualidade – por querer amalgamar Karl Marx, a ciência da revolução proletária, com Luís da Câmara Cascudo, a ciência da tradição popular.
Por ciência da tradição popular entendemos o que é dito e transmitido boca a boca pelo povo. Sem isso o marxismo aqui fica no tinteiro, não se realiza como força material. Da mandioca ao ouvido do morto. Ninguém amou tanto o povo brasileiro quanto o mestre potiguar.
Desembarcando na Praça XV, Karl Marx iria direto para a Biblioteca Nacional ler os livros de Luís da Câmara Cascudo.

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Trabalho, tecnologia e solidariedade: Agricultores familiares do Semiárido brasileiro que superam o modelo tradicional de negócio https://novo.insular.com.br/produto/trabalho-tecnologia-e-solidariedade-agricultores-familiares-do-semiarido-brasileiro-que-superam-o-modelo-tradicional-de-negocio/ https://novo.insular.com.br/produto/trabalho-tecnologia-e-solidariedade-agricultores-familiares-do-semiarido-brasileiro-que-superam-o-modelo-tradicional-de-negocio/#respond Tue, 03 Feb 2026 22:29:52 +0000 https://novo.insular.com.br/produto/trabalho-tecnologia-e-solidariedade-agricultores-familiares-do-semiarido-brasileiro-que-superam-o-modelo-tradicional-de-negocio/ Série Tecnologia Social – Volume 5 Autor: Claiton Mello Série tecnologia Social Volume 5 ISBN: 978-65-88401-86-6 Páginas:204 Ano: 2021 Para quem trabalha com desenvolvimento local, com a organização econômica e social do território, com a mobilização do que Milton Santos chamava de “circuito inferior” da economia, o presente estudo constitui uma excelente ferramenta de trabalho. […]

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Série Tecnologia Social – Volume 5

Autor: Claiton Mello

Série tecnologia Social
Volume 5

ISBN: 978-65-88401-86-6
Páginas:204
Ano: 2021

Para quem trabalha com desenvolvimento local, com a organização econômica e social do território, com a mobilização do que Milton Santos chamava de “circuito inferior” da economia, o presente estudo constitui uma excelente ferramenta de trabalho. A partir de uma análise de casos concretos, o autor nos traz a visão mais ampla da mudança do contexto social e cultural que é essencial para a promoção dos processos produtivos. Excelente leitura para entender a economia real.  Ladislau Dowbor
Economista e professor titular de pós-graduação da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Foi consultor de diversas agências das Nações Unidas, governos e municípios, além de várias organizações do sistema “S”. Autor e coautor de cerca de 40 livros, toda sua produção intelectual está disponível online na página dowbor.org.

No Brasil, quando se tornarem paradigmas de políticas públicas os estudos sobre a economia real, que envolve quase 2/3 da população em idade ativa de 166 milhões de pessoas, certamente haverá menos desigualdades. Tais como descritas e analisadas as experiências situadas regionalmente neste volume, a solução é constituir uma expressiva camada da sociedade brasileira envolvida com redes de economia familiar, comunitária, social e solidária. A contribuição deste estudo de Claiton Mello é justamente demonstrar que a gestão social nessas redes difere da gerencial das empresas com fins lucrativos. E mais, as políticas de fomento devem proteger e estimular justamente a gestão social!  Ricardo Toledo Neder
Professor Dr. Associado da Universidade de Brasília (UnB). Coordenador do Núcleo de Política Científica, Tecnológica e Sociedade (NPCTS), do Centro de Estudos Avançados Multidisciplinares (CEAM/UnB) e da Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares (ITCP/UnB).

O livro está organizado em sete capítulos.

O primeiro situa o leitor no território, para compreender os atores, as políticas públicas e os desafios dos negócios dos agricultores familiares, e analisa a última pesquisa (2013) sobre a economia solidária (ES).

O segundo mostra a complexidade dos arranjos e formas de funcionamento dos empreendimentos econômicos solidários (EES) e sua relação com os demais agentes políticos, técnicos e sociais na interação com o território.

O terceiro relaciona o fazer da agricultura familiar com os conceitos da ES. Define as três estruturas fundamentais dos EES: produtiva, associativa e de comercialização. Os processos de construtivismo e de tecnologia social, como base da prática dos empreendimentos, são descritos e postos como método do trabalho solidário entre os agricultores.

Os três capítulos seguintes traduzem o diálogo autor-ator para a construção do conhecimento, as vozes dos agricultores e agricultoras são reproduzidas em texto, captadas nas diversas reuniões com os grupos cooperados de apicultores e cajucultores. No quarto capítulo entende-se como se relacionam com cada estrutura dos EES. O quinto analisa a convivência dos agentes técnicos, sociais e políticos junto aos EES, e a dinâmica possível de construção de redes sociotécnicas capazes de extrapolar os seus limites normativos e constituírem espaços de troca de saberes e construção de novos conhecimentos comuns. O sexto trata dos gargalos da participação cooperativa nos dizeres dos próprios atores, e apresenta dados sobre os resultados econômicos e produtivos da Cocajupi e Casa Apis.
No último capítulo, recomendações para o fortalecimento da participação cooperativa e dos EES, servindo como indicadores a outras experiências de negócios solidários.

Claiton Mello é mestre em Desenvolvimento Sustentável pela Universidade de Brasília − UnB (2010) e graduado em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo, pelo Centro Universitário de Brasília (1999). Cursou pós-graduação em Gestão Social e Terceiro Setor pelo Centro Universitário Euroamericano (2008). Atuou como gestor de inúmeros projetos nas áreas de comunicação, geração de renda e mobilização social (2004 a 2013), quando trabalhou na Fundação Banco do Brasil. Foi diretor na área de inclusão digital do Ministério das Comunicações (2015) e assessor da Secretaria de Governo da Presidência da República até o golpe jurídico-parlamentar-midiático (2016). Atua como professor voluntário na área de ciências humanas e participa da Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares (ITCP), vinculado à UnB na Faculdade de Planaltina (2018).

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O colapso do figurino francês: Crítica às ciências sociais no Brasil 4ª edição https://novo.insular.com.br/produto/o-colapso-do-figurino-frances-critica-as-ciencias-sociais-no-brasil-4a-edicao/ https://novo.insular.com.br/produto/o-colapso-do-figurino-frances-critica-as-ciencias-sociais-no-brasil-4a-edicao/#respond Tue, 03 Feb 2026 22:29:51 +0000 https://novo.insular.com.br/produto/o-colapso-do-figurino-frances-critica-as-ciencias-sociais-no-brasil-4a-edicao/ Autor: Nildo Ouriques ISBN: 978-65-88401-85-9 Ano: 2021 Capa: Tadeu Meyer Ilustração da Capa: Honoré Daumier O boqueio político e intelectual imposto à teoria marxista da dependência no Brasil tem dois pilares: a correlação de forças existente na sociedade e o colonialismo intelectual predominante nas universidades. Neste ambiente podemos observar o “figurino francês”, comportamento muito frequente […]

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Autor: Nildo Ouriques

ISBN: 978-65-88401-85-9
Ano: 2021
Capa: Tadeu Meyer
Ilustração da Capa: Honoré Daumier

O boqueio político e intelectual imposto à teoria marxista da dependência no Brasil tem dois pilares: a correlação de forças existente na sociedade e o colonialismo intelectual predominante nas universidades. Neste ambiente podemos observar o “figurino francês”, comportamento muito frequente em certos círculos acadêmicos que se pretendem progressistas e vivem de mastigar e reproduzir, deslumbradamente, a teoria da moda nos Estados Unidos ou na Europa – como se, de fato, tivessem encontrando a pedra filosofal para a solução dos problemas inerentes ao capitalismo dependente latino-americano. Tal comportamento serve para legitimar o perigoso consenso petista-tucano, segundo o qual o Brasil “já não seria subdesenvolvido, apenas injusto”, mas é incapaz de encontrar solução para a dependência econômica da América Latina, fonte real dos nossos problemas. Romper com a teoria liberal, compartilhada pelo consórcio “petucano” e ultra conveniente, é tarefa política e intelectual prioritária.

Este é um livro que se choca com o pensamento eurocêntrico e colonizado predominante nas ciências sociais terceiro-mundistas e, particularmente, brasileiras, propondo o desenvolvimento de um pensamento crítico que rompa com a resistência às proposições revolucionárias e libertadoras.
Contemplar todo o conteúdo desta publicação exigiria um “tempo bolivariano”, como se expressa amiúde Nildo Ouriques, para explicar quão abrangente e urgente é o projeto emancipador latino-americano.
Em nosso país, o figurino francês resulta, sobremodo, da hegemonia uspiana que, valendo-se de sua prevalência no coração burguês do país, tornou-se padrão e exemplo para toda a esnobe e suposta intellingentsia nacional. Afinal de contas, a USP, reconhecida como nossa principal universidade, e sua glorificada “escola paulista de sociologia”, foi vitoriosa no domínio das ciências sociais, mas por meios infames e contrarrevolucionários.
Remando contra essa maré da sociologia da ordem, Nildo opõe, por exemplo, André Gunder Frank, Ruy Mauro Marini, Vânia Bambirra, Theotonio Dos Santos, Gilberto Felisberto Vaconcellos, entre outros, a figuras como Fernando Henrique Cardoso, Paulo Arantes, Francisco de Oliveira, Carlos Nelson Coutinho, Florestan Fernandes, Maria Conceição Tavares e por aí vai.
Arrebatado e insurgente, Nildo é líder de uma batalha empreendida para superar o atraso intelectual brasileiro nas ciências sociais e a ruptura com seus atuais fundamentos: o figurino francês, ou seja, o velho colonialismo mental e seu corolário, a tentativa de perpetuar no Brasil a ignorância a respeito do caráter essencial da contribuição do pensamento crítico latino-americano ao desenvolvimento de nossas ciências sociais. E quer ainda desfazer o engodo que se armou sobre Frank e Marini, tentando tornar infecundas as ciências sociais ao anular as bases teóricas do radicalismo político e desestimular uma contundente ruptura da maioria do povo brasileiro com o status quo.
Nossos males típicos do subdesenvolvimento decorreriam da incorreta aplicação do figurino francês, sempre mal compreendido e erroneamente aplicado nos trópicos, e da conjecturada “complexidade brasileira”. Porém, transparecem fissuras nessa hegemonia reacionária, pois é, evidentemente, incapaz de oferecer solução aos mais básicos problemas nacionais irresolutos.
Predominou o figurino francês, desde o século XVIII, e o gringo no século XX. Contudo, não mais prevalecerão no século XXI, agora é a vez do nacionalismo-revolucionário e do socialismo.

Há que romper o bloqueio acadêmico eurocêntrico e evitar a impostura dominante nas ciências sociais ─ que anestesiou gerações de estudantes e militantes socialistas ─, contrapondo-se ao aprofundamento da dependência e ao desenvolvimento do subdesenvolvimento, e expondo um novo tempo histórico no qual os latino-americanos rumarão para as grandes transformações sociais às quais não devemos renunciar e que assumíamos como a Revolução Brasileira.
Para tanto, é essencial abandonar o figurino francês, fruto do colonialismo intelectual em nossas universidades, e ingressar numa nova e inédita fase de disputa teórica, com a teoria marxista da dependência reconquistando sua importância e enfrentando os graves problemas nacionais em compasso com a construção de um projeto nacional que revigores as ciências sociais no Brasil, integrando-nos à América Latina e avançando na luta nacional-revolucionária que já se realiza na Venezuela, Equador e Bolívia.
Nesta nova correlação de forças, com o colapso e a ineficiência do capitalismo frente aos desafios do século XXI e a resistência dos movimentos sociais, partidos de esquerda e forças nacionalistas, nasceu a proposta da democracia participativa mobilizando e empolgando os latino-americanos no processo de revolucionar as questões centrais da economia e da organização estatal. No Brasil, a grande tarefa intelectual e militante é construir um projeto nacional-popular e socialista, superando o “apagão mental” que embota o ambiente universitário e político brasileiro.
Embora o figurino francês tenha sido sobrepujado pelo estadunidense, obrigando-nos a pensar em inglês, escrever em inglês, publicar em inglês, no continente temos 450 milhões de habitantes potencialmente capazes de construir a Pátria Grande em espanhol e português.

Nildo Ouriques é um dos mais importantes e combativos militantes da causa socialista e da unidade latino-americana. Sua trincheira é o Instituto de Estudos Latino-Americanos – o IELA – na Universidade Federal de Santa Catarina, onde leciona Economia e Relações Internacionais. Suas temáticas principais são a dependência e o subdesenvolvimento na América Latina, a integração latino-americana e as transformações do capitalismo contemporâneo, as relações entre dependência e imperialismo e marxismo e nacionalismo, sempre na perspectiva da teoria marxista da dependência e do pensamento crítico latino-americano.
Possui doutorado em Economia pela Universidade Nacional Autônoma do México, pós-doutorado pela Universidade de Buenos Aires (UBA) e é professor do Programa de Doutorado em Desenvolvimento Econômico da Benemérita Universidade Autônoma de Puebla (México).
Como presidente do IELA destaca-se por sua intensa e comprometida ação na publicação de livros, realização de eventos, seminários e debates, na divulgação de informações sobre a América Latina junto aos movimentos sociais, sindicatos e órgãos governamentais.
Dirige a Coleção Pátria Grande, Biblioteca do Pensamento Crítico Latino-Americano, em coedição do IELA e Editora Insular, pela qual se divulga autores clássicos da sociologia, economia, política, história e antropologia latino-americana, praticamente excluídos do mercado editorial ou nunca publicados em nosso país.

Promove com o IELA as Jornadas Bolivarianas, que são encontros anuais já consagrados e dedicados à avaliação crítica da vida política, econômica e cultural dos países latino-americanos, a enunciar e difundir análises destinadas a sobrepujar os princípios estruturais que perpetuam a dependência e o subdesenvolvimento em nosso continente.
Em sua vigorosa atividade capacitou-se na Divisão de Pesquisa do Banco Central da Venezuela e já ministrou cursos sobre o pensamento crítico latino-americano na Universidade Nacional de Tucumán (Argentina), Universidade Bolivariana (Venezuela), Universidade de Padova (Itália) e várias universidades brasileiras.

 

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O enigma do La Coubre https://novo.insular.com.br/produto/o-enigma-do-la-coubre/ https://novo.insular.com.br/produto/o-enigma-do-la-coubre/#respond Tue, 03 Feb 2026 22:29:29 +0000 https://novo.insular.com.br/produto/o-enigma-do-la-coubre/ Autor: Hernando Calvo Ospina Prefácio Waldir José Rampinelli ISBN: 978-65-88401-93-4 Páginas: 188 Peso: 253g Ano: 2021 O imperialismo estadunidense é barrado pela Revolução Cubana. O exército rebelde e o povo organizado implantam um governo democrático-popular, agrarista, nacionalista e anti-imperialista. Os EUA querem sufocar Cuba, que responde aos golpes. O terrorismo de Estado opera pelo Pentágono e […]

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Autor: Hernando Calvo Ospina

Prefácio Waldir José Rampinelli

ISBN: 978-65-88401-93-4

Páginas: 188

Peso: 253g

Ano: 2021

O imperialismo estadunidense é barrado pela Revolução Cubana. O exército rebelde e o povo organizado implantam um governo democrático-popular, agrarista, nacionalista e anti-imperialista. Os EUA querem sufocar Cuba, que responde aos golpes. O terrorismo de Estado opera pelo Pentágono e a CIA. Em 4 de março de 1960, pouco mais de um ano após a vitória revolucionária, o cargueiro La Coubre voa pelos ares no porto de Havana, matando cerca de 100 pessoas e deixando 200 feridos. No combate à contrarrevolução ianque emerge a Revolução Cubana rumo ao socialismo, exemplo de soberania para a América Latina.

Hernando Calvo Ospina, jornalista e escritor colombiano refugiado político na França, é autor de vários livros publicados em muitos idiomas, e, em português, pela Editora Insular, A Cia e o terrorismo de Estado (2010) e O terrorismo de Estado na Colômbia (2013). É colaborador do jornal francês Le Monde Diplomatique e participou de documentários para cadeias de televisão europeias, como a alemã ADR, a britânica BBC e a franco-alemã ARTE.

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O caminho da revolução brasileira https://novo.insular.com.br/produto/o-caminho-da-revolucao-brasileira/ https://novo.insular.com.br/produto/o-caminho-da-revolucao-brasileira/#respond Tue, 03 Feb 2026 22:28:14 +0000 https://novo.insular.com.br/produto/o-caminho-da-revolucao-brasileira/ Autor: Moniz Bandeira ISBN: 978-85-524-0181-0 Páginas: 188 Peso: 240g Ano: 2021 O livro que o leitor tem em mãos veio a público pela primeira vez em novembro de 1962, momento em que o governo reformista de João Goulart articulava projetos de limitação de remessa de lucros para o exterior, amparado por uma força de massa […]

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Autor: Moniz Bandeira

ISBN: 978-85-524-0181-0

Páginas: 188

Peso: 240g

Ano: 2021

O livro que o leitor tem em mãos veio a público pela primeira vez em novembro de 1962, momento em que o governo reformista de João Goulart articulava projetos de limitação de remessa de lucros para o exterior, amparado por uma força de massa que vinha de movimentos grevistas operários, camponeses e estudantis. Tempos importantes, tempos candentes. Seu autor, Antonio Alberto de Moniz Bandeira (1935-2017), baiano de Salvador, captou a essência das lutas sociais no Brasil naquele momento efervescente e procurou indicar O caminho da revolução brasileira.
E por que republicá-lo justo agora? Esgotado em todas as suas edições, trazer novamente  este livro à escassa luz editorial do país, quase 60 anos depois, significa um resgate fundamental do nacionalismo revolucionário, especialmente para demonstrar às gerações contemporâneas a atualidade do caráter da revolução brasileira: a transição socialista direta que não tergiversa com defesas inócuas de uma democracia descaracterizada de sua radicalidade de classe, oportunisticamente chamada de democracia “como valor universal”.
Ora, em tempos de defesa de frentes democráticas tão amplas quanto falsamente eficazes na luta contra as classes dominantes que realmente dirigem este país, recuperar um autor e seu livro, pode significar um instrumento mais que valoroso na luta ideológica lancinante que Engels tanto insistiu em caracterizar como “um momento essencial da luta de classes”.
O nacionalismo revolucionário é quase um desconhecido no Brasil, equivocadamente desprezado pela esquerda em geral e até mesmo por setores da esquerda revolucionária, uns e outros demonstrando recalcitrante dificuldade em enxergar a relação dialética entre a dimensão nacional da luta de classes e a dimensão internacional, e necessária, da revolução proletária.
Liquidar a sociedade dividida em classes é o objetivo do autor baiano. Ele ataca neste livro a “acomodação reformista”, mostrando que os movimentos de emancipação nacional deviam coincidir com a revolução operária e camponesa. Diante disso, o que dizer hoje de um país que permanece sob a lógica de um capitalismo subdesenvolvido e dependente? Acaso superamos a superexploração da força de trabalho no país?
O oásis destas páginas nos traz, no mínimo, forte inspiração para jamais desistir de propor as rupturas político e econômicas que este momento do país e do mundo exige. Claro está que trará muito mais que inspiração, dado que indica caminhos concretos e historicamente alcançáveis.
Como é raro em publicações contemporâneas autores que valorizem a vanguarda operária e a devida defesa de sua independência de classe, em movimentos estratégicos e táticos, este livro é leitura obrigatória para aqueles que procuram por uma alternativa concreta de ruptura com o sistema político e econômico vigente: o capitalismo e sua lógica de acumulação.
Ademais de atual, o livro traz o pulso histórico da situação de outras revoluções em construção na América Latina e outras regiões do mundo naquele momento. Mas isso é um aspecto que deixo aqui apenas indicado para aguçar ainda mais a curiosidade do leitor na mais que oportuna reedição desta obra. Parabéns a todos que se empenharam na difícil recuperação de um texto que volta a trazer solo fértil para a atuação da esquerda hoje, aquela que constrói o caminho da Revolução Brasileira. Angélica Lovatto – Professora de Ciência Política, UNESP-Marília

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Do passe livre estudantil à tarifa zero https://novo.insular.com.br/produto/do-passe-livre-estudantil-a-tarifa-zero-2/ https://novo.insular.com.br/produto/do-passe-livre-estudantil-a-tarifa-zero-2/#respond Tue, 03 Feb 2026 22:28:12 +0000 https://novo.insular.com.br/produto/do-passe-livre-estudantil-a-tarifa-zero-2/ Autor: Victor “Khaled” Calejon ISBN: 978-65-88401-82-8 Páginas: 164 Peso: 230g Ano: 2021 Ao resgatar a trajetória do MPL, Victor reflete sobre as práticas de sua militância e resgata o pensamento lefebvriano de que o Direito à Cidade só será alcançado quando se conseguir conciliar, de forma dialética, a reflexão teórica e a prática sociopolítica. Este […]

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Autor: Victor “Khaled” Calejon

ISBN: 978-65-88401-82-8

Páginas: 164

Peso: 230g

Ano: 2021

Ao resgatar a trajetória do MPL, Victor reflete sobre as práticas de sua militância e resgata o pensamento lefebvriano de que o Direito à Cidade só será alcançado quando se conseguir conciliar, de forma dialética, a reflexão teórica e a prática sociopolítica. Este resgate se fazia necessário e foi realizado sem ser simplista e muito menos panfletário.
O livro é simultaneamente objetivo e analítico. É objetivo ao reconstituir a história, identificar agentes, mostrar as lutas desenvolvidas. Mas, não abdica do olhar analítico e da aproximação entre a prática sociopolítica e a reflexão teórica. Identifica os momentos em que o MPL se aproxima dos conceitos sem se afastar do objeto de luta. (…) Assim, Victor conciliou militância e produção acadêmica. Elson Pereira, no Prefácio

Os problemas de mobilidade urbana têm afetado gravemente as metrópoles brasileiras, gerando momentos de agitação e revolta popular. Este cenário de crise de mobilidade fez despontar um movimento social que tem se destacado nas lutas pelo transporte coletivo: o Movimento Passe Livre, cujo embrião de formação se deu a partir da Campanha pelo Passe Livre Estudantil em Florianópolis. Tendo como bandeira inicial de luta o Passe Livre Estudantil, em seu desenvolvimento o movimento passa a se envolver com a luta pelo transporte coletivo de forma mais ampla, o que o leva à defesa da Tarifa Zero. Com a mudança de bandeira, do Passe Livre Estudantil para a Tarifa Zero, o Movimento Passe Livre acaba por expandir seu horizonte político, conectando sua luta, inicialmente restrita ao “direito à educação”, à luta pelo “direito à cidade”. Neste livro, ao autor analisa a trajetória do Movimento Passe Livre em Florianópolis, a partir dos problemas de mobilidade urbana presentes na Grande Florianópolis e de sua apropriação do conceito de “direito à cidade”, utilizado pelo movimento como ferramenta política para embasar a defesa da Tarifa Zero no transporte coletivo.

Victor “Khaled” Calejon é mestre em Geografia pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Foi militante do MPL São Paulo entre os anos de 2005 e 2007 e do MPL Florianópolis de 2007 a 2016.

 

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A insubordinação fundadora: breve história da construção do poder pelas nações https://novo.insular.com.br/produto/a-insubordinacao-fundadora-breve-historia-da-construcao-do-poder-pelas-nacoes-2/ https://novo.insular.com.br/produto/a-insubordinacao-fundadora-breve-historia-da-construcao-do-poder-pelas-nacoes-2/#respond Tue, 03 Feb 2026 22:28:06 +0000 https://novo.insular.com.br/produto/a-insubordinacao-fundadora-breve-historia-da-construcao-do-poder-pelas-nacoes-2/ Autor: Marcelo Gullo Prefácio Hélio Jaguaribe ISBN: 978-85-524-0187-2 Páginas: 200 Ano: 2021 (versão digital da edição impressa de 2014) Este livro é um estudo histórico e analítico de um intelectual militante latino-americano sobre as relações internacionais a partir da periferia. Mostra como países periféricos, como os Estados Unidos, a Alemanha, o Japão e a China, […]

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Autor: Marcelo Gullo

Prefácio Hélio Jaguaribe

ISBN: 978-85-524-0187-2

Páginas: 200
Ano: 2021 (versão digital da edição impressa de 2014)

Este livro é um estudo histórico e analítico de um intelectual militante latino-americano sobre as relações internacionais a partir da periferia. Mostra como países periféricos, como os Estados Unidos, a Alemanha, o Japão e a China, deixaram sua condição periférica e tornaram-se autônomos e importantes interlocutores internacionais independentes. Entre os vários e interessantes aspectos observados no estudo de Marcelo Gullo: o seu relevante sistema de categorias analíticas – limiar de poder, estrutura hegemônica, subordinação ideológica, insubordinação fundadora −, a sua ampla formação histórica e a sua tese central de que todos os processos de emancipação bem-sucedidos resultaram de uma conveniente conjugação de uma atitude de insubordinação ideológica contra o pensamento dominante e de um eficaz impulso estatal. É uma viagem rumo às fontes das quais emana a atual configuração do poder mundial e grande parte dos fenômenos mais importantes do cenário internacional. Analisa, também, as possibilidades que a América Latina tem de realizar esta “insubordinação fundadora” e, com o apoio do Estado, sair de sua condição periférica para se converter, desse modo, em um importante interlocutor internacional independente. “Trata-se, então, de pensar a partir da periferia para sair da periferia. E só poderemos sair da periferia juntos”, assevera o autor deste livro, acentuando a necessidade da unidade latino-americana.

Como ressalva no prefácio Hélio Jaguaribe: “Considero este livro de Marcelo Gullo uma leitura indispensável para todos os sul-americanos, começando pelos seus líderes políticos”.

O autor deste livro identifica uma conexão entre o mundo acadêmico e o mundo do poder, e alerta que as lições que se extrai da história são, necessariamente, distintas das buscadas pelos estudiosos dos países centrais, porque nossas necessidades são diferentes. Temos que aprender a olhar a história com nossos próprios olhos e a partir da análise dessas experiências históricas, desde o começo do processo de globalização − há mais de quinhentos anos − até os nossos dias, e retirar as lições que nos ajudem a explicar e superar o nosso presente, que nos sejam de utilidade para “sair da periferia”. Portanto, em oposição ao pensamento dominante emanado dos centros de excelência dos países centrais, Marcelo Gullo desenvolve suas teorias de “insubordinação fundadora” e do “impulso estatal”, e analisa ao longo da história o sucesso dos processos de industrialização promovidos pelos Estados Unidos, Alemanha, Japão e China. Mostra-nos claramente que saíram da condição periférica por meio de uma vigorosa contestação ao pensamento dominante do livre-comércio, de uma insubordinação ideológica, com o apoio do Estado e a adoção de um aceitável protecionismo de seu mercado interno, conseguindo assim promover uma deliberada política de industrialização. Hoje, esses mesmos países ocultam a importância que o impulso estatal teve na construção de seus respectivos poderes nacionais, ao mesmo tempo em que criticam, ridicularizam e fustigam qualquer Estado da periferia que queira seguir os passos que eles mesmos deram em seu momento para alcançar sua situação atual de poder. Ou seja, através da propaganda ideológica, engendrada em algumas de suas universidades e difundida em todo o planeta pelos meios de comunicação, procuram impedir que os países periféricos utilizem os mesmo meios que usaram para alcançar suas respectivas autonomias nacionais e, depois, para subir ao topo do poder mundial. Esclarecido este cenário internacional, o autor discute como a América do Sul, aproveitando as oportunidades, poderá superar sua condição de região periférica e converter-se em um importante interlocutor internacional independente.
Esta obra ganhou o Prêmio Oesterheld em 2008 e foi adotada em 2014 pelo Ministério de Relações Exteriores da República Bolivariana da Venezuela como marco teórico de sua política exterior.

Marcelo Gullo é argentino nascido em 1963. Aos 18 anos já estava na luta contra a ditadura militar que, em 1976, havia usurpado o poder no país.
Em 1983 participou da fundação do Centro de Estudios para la Política Exterior Argentina (CEPEA).
Discípulo do politicólogo brasileiro Hélio Jaguaribe e do sociólogo e teólogo uruguaio Alberto Methol Ferré. Tem doutorado em Ciência Política pela Universidade do Salvador, em Buenos Aires, e licenciatura em Ciência Política pela Universidade Nacional de Rosário, ambos na Argentina. Tem bacharelato em Estudos Internacionais pela Escola Diplomática de Madrid, na Espanha, e mestrado em Relações Internacionais pelo Instituto Universitário de Altos Estudos Internacionais da Universidade de Genebra, na Suíça.
Também na Argentina, professor do mestrado em Estratégia e Geopolítica da Escola Superior de Guerra e da Universidade Nacional de Lanús, assessor internacional da Federação Latino-americana de Trabalhadores da Educação e da Cultura (Flatec) e fundador e dirigente do Instituto Nacional de Revisionismo Histórico Nacional e Ibero-americano “Manuel Dorrego”.

 

 

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O que é a imprensa negra? Diálogos sobre comunicação e negritude no Brasil https://novo.insular.com.br/produto/o-que-e-a-imprensa-negra-dialogos-sobre-comunicacao-e-negritude-no-brasil/ https://novo.insular.com.br/produto/o-que-e-a-imprensa-negra-dialogos-sobre-comunicacao-e-negritude-no-brasil/#respond Tue, 03 Feb 2026 22:27:07 +0000 https://novo.insular.com.br/produto/o-que-e-a-imprensa-negra-dialogos-sobre-comunicacao-e-negritude-no-brasil/ Autor: Valmir Teixeira de Araújo ISBN: 978-85-524-0207-7 Páginas: 176 Peso: 260g Ano: 2021 O que é a Imprensa Negra? Diálogos sobre comunicação e negritude no Brasil é uma obra que aborda as principais construções, argumentações e contribuições dos jornais negros brasileiros ao longo de quase dois séculos de história. Partindo de um pensamento teórico sobre o […]

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Autor: Valmir Teixeira de Araújo

ISBN: 978-85-524-0207-7

Páginas: 176

Peso: 260g

Ano: 2021

O que é a Imprensa Negra? Diálogos sobre comunicação e negritude no Brasil é uma obra que aborda as principais construções, argumentações e contribuições dos jornais negros brasileiros ao longo de quase dois séculos de história. Partindo de um pensamento teórico sobre o negro no Brasil, bem como da história da imprensa negra, a obra se propõe a contribuir com a reflexão quanto ao que seria a imprensa e seu papel na sociedade. O livro também reúne informações acerca de um estudo dos conteúdos produzidos pelos sites negros na contemporaneidade.

Esta obra se propõe ao exercício desafiador, mas fundamental para o campo da Comunicação, de aproximar os estudos dessa área com os estudos sobre a temática racial. Assim, discutir jornalismo a partir das demandas e da compreensão da negritude é um diferencial deste livro, que ressalta a contribuição de autores da Comunicação e acrescenta o aporte daqueles que discutem especificamente sobre a temática racial, mas que se atentaram à importância da imprensa negra.

Valmir Teixeira de Araújo é doutor em Comunicação Social, com ênfase em Jornalismo e Imprensa Negra. Natural de Paracatu (MG), desenvolveu sua formação acadêmica e a carreira profissional em Palmas (TO) e São Paulo (SP). Membro de uma família negra, o autor sempre se interessou pela temática racial e, por isso, decidiu estudar o assunto no campo da comunicação, com sua pesquisa sobre a imprensa negra brasileira. Atualmente o autor aprofunda sua pesquisa nos Estados Unidos, focalizando a imprensa negra desse país.

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