Arquivo de América Latina - Insular https://novo.insular.com.br/categoria-produto/america-latina/ Editora Insular Wed, 11 Feb 2026 17:14:48 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 Sadopopulismo: De Putin a Bolsonaro – Ebook https://novo.insular.com.br/produto/sadopopulismo-de-putin-a-bolsonaro-ebook/ https://novo.insular.com.br/produto/sadopopulismo-de-putin-a-bolsonaro-ebook/#respond Tue, 03 Feb 2026 22:31:13 +0000 https://novo.insular.com.br/produto/sadopopulismo-de-putin-a-bolsonaro-ebook/ Série Novos Rumos V1 Autor: Fábio Lopes da Silva ISBN: 978-65-86428-01-8 Ano: 2020 “Ora, que diabos se passa no mundo, no Brasil? Este ensaio é uma tentativa de aplacar a perplexidade diante do que estamos experimentando. Meu horizonte mais ambicioso é, tanto quanto possível, compreender o que nos trouxe até aqui, com vistas a orientar […]

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Série Novos Rumos V1

Autor: Fábio Lopes da Silva

ISBN: 978-65-86428-01-8

Ano: 2020

“Ora, que diabos se passa no mundo, no Brasil?
Este ensaio é uma tentativa de aplacar a perplexidade diante do que estamos experimentando. Meu horizonte mais ambicioso é, tanto quanto possível, compreender o que nos trouxe até aqui, com vistas a orientar ações políticas consequentes, capazes de nos tirar do atoleiro em que nos encontramos.
(..)
Não falta quem agora sonhe com a volta à pasmaceira experimentada pelos progressistas no período petista. Não é meu caso. A travessia que nos cabe é perigosa e exigente, mas também instigante e ao menos potencialmente interessante. É, de qualquer maneira, em horas como esta que a vida intelectual tem que dizer a que veio.”

Para o historiador norte-americano Timothy Snyder, surge no mundo uma nova forma de fazer política, o sadopopulismo. Funciona assim: em vez de tentar solucionar problemas, o governante deliberadamente fomenta crises que geram dor, ansiedade e medo (daí a referência ao sadismo); criados esses sentimentos, ele os toma como recursos a serem explorados, procurando incansavelmente incentivar seus apoiadores a descarregar suas angústias em outras parcelas da população ou em estrangeiros. No fundo, o sadopopulista martela uma única e mesma mensagem a seus eleitores: ‘A vida é crise, um vale de lágrimas, e nada posso fazer para mudar isso. Mas resta o consolo de saber que outras pessoas sofrem mais do que vocês. Melhor ainda: eu os autorizo a fazê-las sofrer, a agredi-las, a odiá-las’.
Neste livro, Fábio Lopes da Silva retraça as origens do sadopopulismo e sua chegada ao Brasil, via Jair Bolsonaro. O autor mostra ainda os limites atuais do progressismo brasileiro em sua oposição ao sadopopulismo. Por fim, especula sobre o futuro do governo Bolsonaro e o que os progressistas podem fazer a respeito.
Fábio Lopes da Silva é doutor em Linguística pela Unicamp e, desde 1994, professor da Universidade Federal de Santa Catarina. Nos últimos anos, tem visitado regularmente a Universidade de Yale (EUA), onde trabalha em colaboração com o historiador americano Timothy Snyder. É autor dos livros O direito à fala (Insular, 2001) e A linguística que nos faz falhar (Parábola, 2009), além de um grande número de ensaios publicados em revistas científicas e suplementos culturais. Já foi diretor da Editora da UFSC e é roteirista de televisão, com mais de 120 episódios produzidos para programas como Brasil Visto de Cima e Mundo Museu.

 

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Rodolfo Walsh, a palavra definitiva: escritura e militância https://novo.insular.com.br/produto/rodolfo-walsh-a-palavra-definitiva-escritura-e-militancia-2/ https://novo.insular.com.br/produto/rodolfo-walsh-a-palavra-definitiva-escritura-e-militancia-2/#respond Tue, 03 Feb 2026 22:29:50 +0000 https://novo.insular.com.br/produto/rodolfo-walsh-a-palavra-definitiva-escritura-e-militancia-2/ Autor: André Queiroz ISBN: 978-85-524-0075-2 Páginas: 282 Ano: 2021 O jornalista e escritor Rodolfo Walsh foi militante revolucionário das organizações político-militares que reivindicavam o peronismo combatente vinculado às bases sindicais e às lutas políticas e sociais dos setores populares argentinos − FAP (Fuerzas Armadas Peronistas) e Montoneros −, quando foi assassinado em 1977. Organizou o […]

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Autor: André Queiroz

ISBN: 978-85-524-0075-2
Páginas: 282
Ano: 2021

O jornalista e escritor Rodolfo Walsh foi militante revolucionário das organizações político-militares que reivindicavam o peronismo combatente vinculado às bases sindicais e às lutas políticas e sociais dos setores populares argentinos − FAP (Fuerzas Armadas Peronistas) e Montoneros −, quando foi assassinado em 1977. Organizou o semanário da CGT de los Argentinos, central sindical que rechaçava o sindicalismo pelego, e publicou várias obras, como o livro-reportagem Operação Massacre (1957), que inaugurou o jornalismo literário, Quien Mató a Rosendo? (1969), denunciando as patotas assassinas a serviço da burocracia sindical argentina, e Caso Satanowski (1973).
Deste livro de André Queiroz emerge o grande escritor, brilhante jornalista e combativo revolucionário, sua militância contra o terrorismo de Estado e o fascismo, que ainda nos ameaça.

***
Uma vida dedicada ao combate ao fascismo e todas as formas de terrorismo de Estado, assim poderíamos definir a trajetória do combatente político Rodolfo Walsh, intelectual que levou as últimas consequências o seu compromisso revolucionário, e que deixou uma obra fundamental para entendermos a história do fascismo de Estado na América Latina.
Em toda sua carreira, seja como jornalista, escritor, dramaturgo e militante político, Rodolfo Walsh mostrou ser homem do seu tempo, que não fugiu das lutas quando elas se apresentaram, e muito menos se acovardou como alguns de seus pares, como Jorge Luis Borges e Ernesto Sábato, que não apenas avalizaram como compactuaram com a sanguinária e criminosa ditadura que se instalou na Argentina entre 1976 a 1983.
Isso jamais ocorreria com Walsh, um homem que conviveu com perdas insuperáveis, como a do amigo e poeta Paco Urondo, e, principalmente, da sua filha, Maria Victoria, ambas em confrontos contra o exército. Apesar de toda dor da ausência e da perseguição que o levou a clandestinidade, Walsh nunca deixou de denunciar os crimes contra as camadas trabalhadoras, contra os que resistem e os que lutam.
É por isso que as páginas de Rodolfo Walsh, a palavra definitiva, escritura e militância, do escritor, filósofo e cineasta André Queiroz, são fundamentais para compreendermos a vida e a obra desse importante personagem da história latino-americana, assim como as causas do histórico processo de repressão em nosso continente, e suas ações na contemporaneidade.
Bento Vilela

André Queiroz é Professor Titular do Instituto de Arte e Comunicação Social da Universidade Federal Fluminense. Escritor, ensaísta e documentarista. Dirigiu, em parceria com Arthur Moura, El Pueblo Que Falta (sobre a violência de Estado na América Latina e as formas históricas da insurgência) e Araguaia, Presente! (sobre a Guerrilha do Araguaia e a autocrítica interna ao processo revolucionário em Brasil).

 

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O enigma do La Coubre https://novo.insular.com.br/produto/o-enigma-do-la-coubre/ https://novo.insular.com.br/produto/o-enigma-do-la-coubre/#respond Tue, 03 Feb 2026 22:29:29 +0000 https://novo.insular.com.br/produto/o-enigma-do-la-coubre/ Autor: Hernando Calvo Ospina Prefácio Waldir José Rampinelli ISBN: 978-65-88401-93-4 Páginas: 188 Peso: 253g Ano: 2021 O imperialismo estadunidense é barrado pela Revolução Cubana. O exército rebelde e o povo organizado implantam um governo democrático-popular, agrarista, nacionalista e anti-imperialista. Os EUA querem sufocar Cuba, que responde aos golpes. O terrorismo de Estado opera pelo Pentágono e […]

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Autor: Hernando Calvo Ospina

Prefácio Waldir José Rampinelli

ISBN: 978-65-88401-93-4

Páginas: 188

Peso: 253g

Ano: 2021

O imperialismo estadunidense é barrado pela Revolução Cubana. O exército rebelde e o povo organizado implantam um governo democrático-popular, agrarista, nacionalista e anti-imperialista. Os EUA querem sufocar Cuba, que responde aos golpes. O terrorismo de Estado opera pelo Pentágono e a CIA. Em 4 de março de 1960, pouco mais de um ano após a vitória revolucionária, o cargueiro La Coubre voa pelos ares no porto de Havana, matando cerca de 100 pessoas e deixando 200 feridos. No combate à contrarrevolução ianque emerge a Revolução Cubana rumo ao socialismo, exemplo de soberania para a América Latina.

Hernando Calvo Ospina, jornalista e escritor colombiano refugiado político na França, é autor de vários livros publicados em muitos idiomas, e, em português, pela Editora Insular, A Cia e o terrorismo de Estado (2010) e O terrorismo de Estado na Colômbia (2013). É colaborador do jornal francês Le Monde Diplomatique e participou de documentários para cadeias de televisão europeias, como a alemã ADR, a britânica BBC e a franco-alemã ARTE.

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Entre a Cruz e a espada: a (des)penalização do aborto na América Latina https://novo.insular.com.br/produto/entre-a-cruz-e-a-espada-a-despenalizacao-do-aborto-na-america-latina/ https://novo.insular.com.br/produto/entre-a-cruz-e-a-espada-a-despenalizacao-do-aborto-na-america-latina/#respond Tue, 03 Feb 2026 22:29:22 +0000 https://novo.insular.com.br/produto/entre-a-cruz-e-a-espada-a-despenalizacao-do-aborto-na-america-latina/ Autora: Cleidi Pereira ISBN: 978-65-88401-80-4 Páginas: 164 Peso: 224g Ano: 2021 Em uma América Latina que já nasceu católica e que vivencia o fenômeno do avanço neopentecostal, somente três dos 20 países possuem legislações que garantem à mulher a autonomia sobre o seu próprio corpo, permitindo a Interrupção Voluntária da Gravidez (IVG). Este livro busca […]

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Autora: Cleidi Pereira

ISBN: 978-65-88401-80-4

Páginas: 164

Peso: 224g

Ano: 2021

Em uma América Latina que já nasceu católica e que vivencia o fenômeno do avanço neopentecostal, somente três dos 20 países possuem legislações que garantem à mulher a autonomia sobre o seu próprio corpo, permitindo a Interrupção Voluntária da Gravidez (IVG). Este livro busca compreender as divergências nas políticas públicas sobre direitos reprodutivos a partir de uma análise comparativa dos casos da Argentina, Brasil e Uruguai – países que compartilham semelhanças, como um passado de autoritarismo e uma série de governos de esquerda, mas que percorreram caminhos distintos.

Quando Cleidi Pereira escolheu investigar por que razão na católica América Latina o aborto era livre apenas em Cuba e no Uruguai, e não no Brasil, nem na Argentina (porém, legalizado há pouco) – ou seja, a questão de saber em que circunstâncias ocorrem processos históricos de descriminalização do aborto – eu logo entendi a pertinênica e o alcance da sua pesquisa. Pensado o Brasil e a América Latina no espelho de Portugal e da Ibéria, também eu matutava, com Caetano e Gil, sobre o país em que “o venerável cardeal” vê “tanto espírito no feto//E nenhum no marginal” (Haiti).
(…) Estou certo que este livro constituirá uma referência para os estudos politológicos e históricos sobre o tema da despenalização do aborto e dos direitos reprodutivos – não apenas no Brasil, nem só na América Latina – seja pela elevada qualidade e rigor científico, seja pelo fôlego comparativo, seja ainda pelo contributo para a discussão teórica e científica, seja, muito em particular, pelo entusiasmo com que foi investigado, escrito – e discutido. Rui Branco, em trecho do Prefácio

Cleidi Pereira
Natural de Maravilha, Santa Catarina, Cleidi Pereira é jornalista e mestre em Ciência Política e Relações Internacionais pela Universidade Nova de Lisboa. Foi repórter dos jornais Correio do Povo e Zero Hora, em Porto Alegre, tendo recebido diversos prêmios por reportagens nas áreas de política, economia e direitos humanos.

 

 

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Entre a Cruz e a espada: a (des)penalização do aborto na América Latina https://novo.insular.com.br/produto/entre-a-cruz-e-a-espada-a-despenalizacao-do-aborto-na-america-latina-2/ https://novo.insular.com.br/produto/entre-a-cruz-e-a-espada-a-despenalizacao-do-aborto-na-america-latina-2/#respond Tue, 03 Feb 2026 22:28:23 +0000 https://novo.insular.com.br/produto/entre-a-cruz-e-a-espada-a-despenalizacao-do-aborto-na-america-latina-2/ Autora: Cleidi Pereira ISBN: 978-65-88401-84-2 Páginas: 164 Ano: 2021 Em uma América Latina que já nasceu católica e que vivencia o fenômeno do avanço neopentecostal, somente três dos 20 países possuem legislações que garantem à mulher a autonomia sobre o seu próprio corpo, permitindo a Interrupção Voluntária da Gravidez (IVG). Este livro busca compreender as […]

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Autora: Cleidi Pereira

ISBN: 978-65-88401-84-2

Páginas: 164

Ano: 2021

Em uma América Latina que já nasceu católica e que vivencia o fenômeno do avanço neopentecostal, somente três dos 20 países possuem legislações que garantem à mulher a autonomia sobre o seu próprio corpo, permitindo a Interrupção Voluntária da Gravidez (IVG). Este livro busca compreender as divergências nas políticas públicas sobre direitos reprodutivos a partir de uma análise comparativa dos casos da Argentina, Brasil e Uruguai – países que compartilham semelhanças, como um passado de autoritarismo e uma série de governos de esquerda, mas que percorreram caminhos distintos.

Quando Cleidi Pereira escolheu investigar por que razão na católica América Latina o aborto era livre apenas em Cuba e no Uruguai, e não no Brasil, nem na Argentina (porém, legalizado há pouco) – ou seja, a questão de saber em que circunstâncias ocorrem processos históricos de descriminalização do aborto – eu logo entendi a pertinênica e o alcance da sua pesquisa. Pensado o Brasil e a América Latina no espelho de Portugal e da Ibéria, também eu matutava, com Caetano e Gil, sobre o país em que “o venerável cardeal” vê “tanto espírito no feto//E nenhum no marginal” (Haiti).
(…) Estou certo que este livro constituirá uma referência para os estudos politológicos e históricos sobre o tema da despenalização do aborto e dos direitos reprodutivos – não apenas no Brasil, nem só na América Latina – seja pela elevada qualidade e rigor científico, seja pelo fôlego comparativo, seja ainda pelo contributo para a discussão teórica e científica, seja, muito em particular, pelo entusiasmo com que foi investigado, escrito – e discutido. Rui Branco, em trecho do Prefácio

Cleidi Pereira
Natural de Maravilha, Santa Catarina, Cleidi Pereira é jornalista e mestre em Ciência Política e Relações Internacionais pela Universidade Nova de Lisboa. Foi repórter dos jornais Correio do Povo e Zero Hora, em Porto Alegre, tendo recebido diversos prêmios por reportagens nas áreas de política, economia e direitos humanos.

 

 

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O caminho da revolução brasileira https://novo.insular.com.br/produto/o-caminho-da-revolucao-brasileira/ https://novo.insular.com.br/produto/o-caminho-da-revolucao-brasileira/#respond Tue, 03 Feb 2026 22:28:14 +0000 https://novo.insular.com.br/produto/o-caminho-da-revolucao-brasileira/ Autor: Moniz Bandeira ISBN: 978-85-524-0181-0 Páginas: 188 Peso: 240g Ano: 2021 O livro que o leitor tem em mãos veio a público pela primeira vez em novembro de 1962, momento em que o governo reformista de João Goulart articulava projetos de limitação de remessa de lucros para o exterior, amparado por uma força de massa […]

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Autor: Moniz Bandeira

ISBN: 978-85-524-0181-0

Páginas: 188

Peso: 240g

Ano: 2021

O livro que o leitor tem em mãos veio a público pela primeira vez em novembro de 1962, momento em que o governo reformista de João Goulart articulava projetos de limitação de remessa de lucros para o exterior, amparado por uma força de massa que vinha de movimentos grevistas operários, camponeses e estudantis. Tempos importantes, tempos candentes. Seu autor, Antonio Alberto de Moniz Bandeira (1935-2017), baiano de Salvador, captou a essência das lutas sociais no Brasil naquele momento efervescente e procurou indicar O caminho da revolução brasileira.
E por que republicá-lo justo agora? Esgotado em todas as suas edições, trazer novamente  este livro à escassa luz editorial do país, quase 60 anos depois, significa um resgate fundamental do nacionalismo revolucionário, especialmente para demonstrar às gerações contemporâneas a atualidade do caráter da revolução brasileira: a transição socialista direta que não tergiversa com defesas inócuas de uma democracia descaracterizada de sua radicalidade de classe, oportunisticamente chamada de democracia “como valor universal”.
Ora, em tempos de defesa de frentes democráticas tão amplas quanto falsamente eficazes na luta contra as classes dominantes que realmente dirigem este país, recuperar um autor e seu livro, pode significar um instrumento mais que valoroso na luta ideológica lancinante que Engels tanto insistiu em caracterizar como “um momento essencial da luta de classes”.
O nacionalismo revolucionário é quase um desconhecido no Brasil, equivocadamente desprezado pela esquerda em geral e até mesmo por setores da esquerda revolucionária, uns e outros demonstrando recalcitrante dificuldade em enxergar a relação dialética entre a dimensão nacional da luta de classes e a dimensão internacional, e necessária, da revolução proletária.
Liquidar a sociedade dividida em classes é o objetivo do autor baiano. Ele ataca neste livro a “acomodação reformista”, mostrando que os movimentos de emancipação nacional deviam coincidir com a revolução operária e camponesa. Diante disso, o que dizer hoje de um país que permanece sob a lógica de um capitalismo subdesenvolvido e dependente? Acaso superamos a superexploração da força de trabalho no país?
O oásis destas páginas nos traz, no mínimo, forte inspiração para jamais desistir de propor as rupturas político e econômicas que este momento do país e do mundo exige. Claro está que trará muito mais que inspiração, dado que indica caminhos concretos e historicamente alcançáveis.
Como é raro em publicações contemporâneas autores que valorizem a vanguarda operária e a devida defesa de sua independência de classe, em movimentos estratégicos e táticos, este livro é leitura obrigatória para aqueles que procuram por uma alternativa concreta de ruptura com o sistema político e econômico vigente: o capitalismo e sua lógica de acumulação.
Ademais de atual, o livro traz o pulso histórico da situação de outras revoluções em construção na América Latina e outras regiões do mundo naquele momento. Mas isso é um aspecto que deixo aqui apenas indicado para aguçar ainda mais a curiosidade do leitor na mais que oportuna reedição desta obra. Parabéns a todos que se empenharam na difícil recuperação de um texto que volta a trazer solo fértil para a atuação da esquerda hoje, aquela que constrói o caminho da Revolução Brasileira. Angélica Lovatto – Professora de Ciência Política, UNESP-Marília

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Do passe livre estudantil à tarifa zero https://novo.insular.com.br/produto/do-passe-livre-estudantil-a-tarifa-zero-2/ https://novo.insular.com.br/produto/do-passe-livre-estudantil-a-tarifa-zero-2/#respond Tue, 03 Feb 2026 22:28:12 +0000 https://novo.insular.com.br/produto/do-passe-livre-estudantil-a-tarifa-zero-2/ Autor: Victor “Khaled” Calejon ISBN: 978-65-88401-82-8 Páginas: 164 Peso: 230g Ano: 2021 Ao resgatar a trajetória do MPL, Victor reflete sobre as práticas de sua militância e resgata o pensamento lefebvriano de que o Direito à Cidade só será alcançado quando se conseguir conciliar, de forma dialética, a reflexão teórica e a prática sociopolítica. Este […]

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Autor: Victor “Khaled” Calejon

ISBN: 978-65-88401-82-8

Páginas: 164

Peso: 230g

Ano: 2021

Ao resgatar a trajetória do MPL, Victor reflete sobre as práticas de sua militância e resgata o pensamento lefebvriano de que o Direito à Cidade só será alcançado quando se conseguir conciliar, de forma dialética, a reflexão teórica e a prática sociopolítica. Este resgate se fazia necessário e foi realizado sem ser simplista e muito menos panfletário.
O livro é simultaneamente objetivo e analítico. É objetivo ao reconstituir a história, identificar agentes, mostrar as lutas desenvolvidas. Mas, não abdica do olhar analítico e da aproximação entre a prática sociopolítica e a reflexão teórica. Identifica os momentos em que o MPL se aproxima dos conceitos sem se afastar do objeto de luta. (…) Assim, Victor conciliou militância e produção acadêmica. Elson Pereira, no Prefácio

Os problemas de mobilidade urbana têm afetado gravemente as metrópoles brasileiras, gerando momentos de agitação e revolta popular. Este cenário de crise de mobilidade fez despontar um movimento social que tem se destacado nas lutas pelo transporte coletivo: o Movimento Passe Livre, cujo embrião de formação se deu a partir da Campanha pelo Passe Livre Estudantil em Florianópolis. Tendo como bandeira inicial de luta o Passe Livre Estudantil, em seu desenvolvimento o movimento passa a se envolver com a luta pelo transporte coletivo de forma mais ampla, o que o leva à defesa da Tarifa Zero. Com a mudança de bandeira, do Passe Livre Estudantil para a Tarifa Zero, o Movimento Passe Livre acaba por expandir seu horizonte político, conectando sua luta, inicialmente restrita ao “direito à educação”, à luta pelo “direito à cidade”. Neste livro, ao autor analisa a trajetória do Movimento Passe Livre em Florianópolis, a partir dos problemas de mobilidade urbana presentes na Grande Florianópolis e de sua apropriação do conceito de “direito à cidade”, utilizado pelo movimento como ferramenta política para embasar a defesa da Tarifa Zero no transporte coletivo.

Victor “Khaled” Calejon é mestre em Geografia pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Foi militante do MPL São Paulo entre os anos de 2005 e 2007 e do MPL Florianópolis de 2007 a 2016.

 

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A insubordinação fundadora: breve história da construção do poder pelas nações https://novo.insular.com.br/produto/a-insubordinacao-fundadora-breve-historia-da-construcao-do-poder-pelas-nacoes-2/ https://novo.insular.com.br/produto/a-insubordinacao-fundadora-breve-historia-da-construcao-do-poder-pelas-nacoes-2/#respond Tue, 03 Feb 2026 22:28:06 +0000 https://novo.insular.com.br/produto/a-insubordinacao-fundadora-breve-historia-da-construcao-do-poder-pelas-nacoes-2/ Autor: Marcelo Gullo Prefácio Hélio Jaguaribe ISBN: 978-85-524-0187-2 Páginas: 200 Ano: 2021 (versão digital da edição impressa de 2014) Este livro é um estudo histórico e analítico de um intelectual militante latino-americano sobre as relações internacionais a partir da periferia. Mostra como países periféricos, como os Estados Unidos, a Alemanha, o Japão e a China, […]

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Autor: Marcelo Gullo

Prefácio Hélio Jaguaribe

ISBN: 978-85-524-0187-2

Páginas: 200
Ano: 2021 (versão digital da edição impressa de 2014)

Este livro é um estudo histórico e analítico de um intelectual militante latino-americano sobre as relações internacionais a partir da periferia. Mostra como países periféricos, como os Estados Unidos, a Alemanha, o Japão e a China, deixaram sua condição periférica e tornaram-se autônomos e importantes interlocutores internacionais independentes. Entre os vários e interessantes aspectos observados no estudo de Marcelo Gullo: o seu relevante sistema de categorias analíticas – limiar de poder, estrutura hegemônica, subordinação ideológica, insubordinação fundadora −, a sua ampla formação histórica e a sua tese central de que todos os processos de emancipação bem-sucedidos resultaram de uma conveniente conjugação de uma atitude de insubordinação ideológica contra o pensamento dominante e de um eficaz impulso estatal. É uma viagem rumo às fontes das quais emana a atual configuração do poder mundial e grande parte dos fenômenos mais importantes do cenário internacional. Analisa, também, as possibilidades que a América Latina tem de realizar esta “insubordinação fundadora” e, com o apoio do Estado, sair de sua condição periférica para se converter, desse modo, em um importante interlocutor internacional independente. “Trata-se, então, de pensar a partir da periferia para sair da periferia. E só poderemos sair da periferia juntos”, assevera o autor deste livro, acentuando a necessidade da unidade latino-americana.

Como ressalva no prefácio Hélio Jaguaribe: “Considero este livro de Marcelo Gullo uma leitura indispensável para todos os sul-americanos, começando pelos seus líderes políticos”.

O autor deste livro identifica uma conexão entre o mundo acadêmico e o mundo do poder, e alerta que as lições que se extrai da história são, necessariamente, distintas das buscadas pelos estudiosos dos países centrais, porque nossas necessidades são diferentes. Temos que aprender a olhar a história com nossos próprios olhos e a partir da análise dessas experiências históricas, desde o começo do processo de globalização − há mais de quinhentos anos − até os nossos dias, e retirar as lições que nos ajudem a explicar e superar o nosso presente, que nos sejam de utilidade para “sair da periferia”. Portanto, em oposição ao pensamento dominante emanado dos centros de excelência dos países centrais, Marcelo Gullo desenvolve suas teorias de “insubordinação fundadora” e do “impulso estatal”, e analisa ao longo da história o sucesso dos processos de industrialização promovidos pelos Estados Unidos, Alemanha, Japão e China. Mostra-nos claramente que saíram da condição periférica por meio de uma vigorosa contestação ao pensamento dominante do livre-comércio, de uma insubordinação ideológica, com o apoio do Estado e a adoção de um aceitável protecionismo de seu mercado interno, conseguindo assim promover uma deliberada política de industrialização. Hoje, esses mesmos países ocultam a importância que o impulso estatal teve na construção de seus respectivos poderes nacionais, ao mesmo tempo em que criticam, ridicularizam e fustigam qualquer Estado da periferia que queira seguir os passos que eles mesmos deram em seu momento para alcançar sua situação atual de poder. Ou seja, através da propaganda ideológica, engendrada em algumas de suas universidades e difundida em todo o planeta pelos meios de comunicação, procuram impedir que os países periféricos utilizem os mesmo meios que usaram para alcançar suas respectivas autonomias nacionais e, depois, para subir ao topo do poder mundial. Esclarecido este cenário internacional, o autor discute como a América do Sul, aproveitando as oportunidades, poderá superar sua condição de região periférica e converter-se em um importante interlocutor internacional independente.
Esta obra ganhou o Prêmio Oesterheld em 2008 e foi adotada em 2014 pelo Ministério de Relações Exteriores da República Bolivariana da Venezuela como marco teórico de sua política exterior.

Marcelo Gullo é argentino nascido em 1963. Aos 18 anos já estava na luta contra a ditadura militar que, em 1976, havia usurpado o poder no país.
Em 1983 participou da fundação do Centro de Estudios para la Política Exterior Argentina (CEPEA).
Discípulo do politicólogo brasileiro Hélio Jaguaribe e do sociólogo e teólogo uruguaio Alberto Methol Ferré. Tem doutorado em Ciência Política pela Universidade do Salvador, em Buenos Aires, e licenciatura em Ciência Política pela Universidade Nacional de Rosário, ambos na Argentina. Tem bacharelato em Estudos Internacionais pela Escola Diplomática de Madrid, na Espanha, e mestrado em Relações Internacionais pelo Instituto Universitário de Altos Estudos Internacionais da Universidade de Genebra, na Suíça.
Também na Argentina, professor do mestrado em Estratégia e Geopolítica da Escola Superior de Guerra e da Universidade Nacional de Lanús, assessor internacional da Federação Latino-americana de Trabalhadores da Educação e da Cultura (Flatec) e fundador e dirigente do Instituto Nacional de Revisionismo Histórico Nacional e Ibero-americano “Manuel Dorrego”.

 

 

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Insubordinação e desenvolvimento: Como noticiários criminais fortalecem o conservadorismo das classes populares https://novo.insular.com.br/produto/insubordinacao-e-desenvolvimento-como-noticiarios-criminais-fortalecem-o-conservadorismo-das-classes-populares/ https://novo.insular.com.br/produto/insubordinacao-e-desenvolvimento-como-noticiarios-criminais-fortalecem-o-conservadorismo-das-classes-populares/#respond Tue, 03 Feb 2026 22:27:19 +0000 https://novo.insular.com.br/produto/insubordinacao-e-desenvolvimento-como-noticiarios-criminais-fortalecem-o-conservadorismo-das-classes-populares/ Autor: Marcelo Gullo ISBN: 978-85-524-0194-0 Páginas: 222 Ano: 2021 Uma obra fundamental que é um grito de advertência e ao mesmo tempo de indignação diante do relativo atraso econômico dos países da América Latina. Um país pode crescer, aumentar a produção, o emprego e a produtividade dos fatores impulsionado por agentes externos, como aconteceu na […]

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Autor: Marcelo Gullo

ISBN: 978-85-524-0194-0

Páginas: 222

Ano: 2021

Uma obra fundamental que é um grito de advertência e ao mesmo tempo de indignação diante do relativo atraso econômico dos países da América Latina. Um país pode crescer, aumentar a produção, o emprego e a produtividade dos fatores impulsionado por agentes externos, como aconteceu na Argentina na etapa da economia primária exportadora. Mas pode crescer sem desenvolvimento, ou seja, sem criar uma organização da economia e da sociedade capaz de mobilizar os processos de acumulação inerentes ao desenvolvimento ou, dito de outro modo, sem incorporar os conhecimentos científicos e suas aplicações tecnológicas ao conjunto de sua atividade econômica e social. Em resumo, os dois temas centrais para a resolução do dilema do desenvolvimento no mundo global são a natureza das relações econômicas internacionais e o papel do Estado.

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REVOLUÇÕES, CONTRARREVOLUÇÕES E AGITAÇÕES POLÍTICAS 1951-2000 https://novo.insular.com.br/produto/revolucoes-contrarrevolucoes-e-agitacoes-politicas-1951-2000/ https://novo.insular.com.br/produto/revolucoes-contrarrevolucoes-e-agitacoes-politicas-1951-2000/#respond Tue, 03 Feb 2026 22:22:52 +0000 https://novo.insular.com.br/produto/revolucoes-contrarrevolucoes-e-agitacoes-politicas-1951-2000/ Organizadores: Waldir José Rampinelli, Daniele Prozczinski, Rita Coitinho e George Araújo ISBN: 978-85-524-0232-9 Páginas: 290 Peso: 375g Ano: 2022 A segunda metade do século XX foi marcada pela nova ordem do pós-guerra, na qual emergiu a necessidade de um plano de recuperação econômico e político e a definição de um novo balanço de forças, liderado […]

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Organizadores: Waldir José Rampinelli, Daniele Prozczinski, Rita Coitinho e George Araújo

ISBN: 978-85-524-0232-9

Páginas: 290

Peso: 375g

Ano: 2022

A segunda metade do século XX foi marcada pela nova ordem do pós-guerra, na qual emergiu a necessidade de um plano de recuperação econômico e político e a definição de um novo balanço de forças, liderado pelos EUA e pela URSS. Ao mesmo tempo que foi caracterizada por um imenso avanço tecnológico, foi também uma era de grande agitação social e política, cujos acontecimentos estão intimamente interconectados. Seguiram-se lutas políticas, fragmentação e processos revolucionários e contrarrevolucionários que emergiram em um século marcado por clivagens cada vez maiores. Para compreender a complexidade desses processos, é preciso olhar para a História e para o contexto que os fizeram despontar.

O projeto de investigação acerca das Revoluções, Contrarrevoluções e Agitações Políticas começou em 2017 com o intuito de trazer novas leituras que contribuíssem para a produção do conhecimento do Tempo Presente. Portanto, analisaram-se acontecimentos que ecoaram e ecoam na memória das pessoas, cuja vida foi moldada pelo processo revolucionário. O primeiro livro, publicado em 2018, abordou algumas revoluções, contrarrevoluções e agitações políticas na primeira metade do século XX. Deste modo, este volume estuda o período compreendido entre 1951-2000. É organizado de forma cronológica, uma vez que o encadeamento de ideias e influências sofridas pelos processos revolucionários toma forma na construção do mundo contemporâneo, convidando os leitores a uma viagem através do globo.  Todos os capítulos trazem elementos fundamentais para compreender a história do “Breve Século XX”, desde a América Latina à Ásia. O livro mantém-se alinhado com a lição de Heródoto, para quem é preciso pensar o passado para compreender o futuro e idealizar o presente.

Autores

Daniele Prozczinski

George Araújo

Pedro Fernandes

Pedro Henrique de Moraes Cicero

Rita Matos Coitinho

Roger dos Anjos de Sá

Tiago João José Alves

Waldir José Rampinelli

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